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Eu tu sabe quem foi Cabo Toco? Uma heroína #gaucha que ficou esquecida por quase meio século.
#CaboToco é como é conhecida Olmira Leal de Oliveira, primeira mulher gaúcha a ostentar a farda da gloriosa #BrigadaMilitar
Nasceu em 1902 em Caçapava do Sul, seus pais lutaram ao lado de Gumercindo Saraiva. Voluntariou-se como enfermeira na Revolução de 23, mas precisou pegar no fuzil no bojo das peleias. Inclusive salvou a vida do comandante durante um confronto. Como a brigada não aceitava mulheres, foi registrada como Cabo Olmiro, mas ganhou o apelido de Cabo Toco, devido a sua estatura.
Saiu da Brigada em 1932, se casou, se mudou pra São Sepé. Logo ficou viúva, viveu anônima, em situação precária, sem água ou luz, em Caçapava do Sul. Ninguém sabia seu nome e muito menos seus feitos.
Em 1985, uma professora que era sua vizinha, dona Vilma Zanini, lhe ofereceu uma carona e conheceu a sua história. Dessa forma dona Olmira conseguiu uma pensão vitalícia como 2º Sargento da Brigada.
Mas foi em 1987 que Cabo Toco uma lenda viva, quando Fátima Gimenez subiu ao palco da V Vigília do Canto Gaúcho e cantou a canção de Nilo Bairros de Brum e Heleno Gimenez. “Cabo Toco” venceu o Festival e Dona Olmira, aos 85 anos, subiu ao palco e foi aplaudida de pé pela plateia.
Ela veio a falecer em 1989. Dona Olmira é um símbolo da força e da resiliência da mulher gaúcha, afinal foi “soldado sem deixar de ser mulher”.