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A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – O Policiamento na cidade de Porto Alegre, em 1918.

O Correio do Povo do dia 3 de fevereiro de 1918, domingo, noticiava:

O policiamento da cidade

Apesar das reclamações anteriores e das promessas de tornal-o efficaz, o policiamento continua a ser insufficiente, insignificante na parte central da cidade e nullo nos pontos mais affastados.

Para se desculpar esse mau serviço municipal tem-se dito que a zona da cidade é muito grande e que os recursos que o municipio possue para tal fim são pequenos. Estamos de accordo com a desculpa da administração municipal.

Não compreende, mesmo, como o governo do Estado não procure assegurar a população de Porto Alegre contra os malfeitores de toda especie, dotando a capital do Rio Grande de um serviço de policiamento compatível com a sua população de mais de 150 mil almas e notadamente progressista. Porto Alegre merece alguma coisa mais do que a nossa policia municipal ainda fardada como naquelles bons tempos em que o espadagão de quasi um metro de comprimento era o symbolo da ordem e da autoridade.

Por amor da nossa civilisação e da nossa cultura ha muito tempo já que se devia ter substituído o agente municipal mal pago, mal acertado na sua farda côr de periquito, pelo guarda civil correctamente vestido, sem o espadagão que aterrorisa os ebrios, apresentando-se em publico com a mesma linha de vestuário e limpeza dos demais habitantes da cidade.

O guarda civil não é só o mantenedor da ordem, o vigia da propriedade, é tambem um guia, um informador que a população tem quando necessita saber onde fica esta ou aquella rua, qual o bonde que serve para tal ponto, onde está localisada qualquer repartição publica, etc.

Fonte: Jornal Correio do Povo, Ano 123, nº 126, edição de sábado, 03 Fev 2018, página 15.

* Pelos automóveis que aparecem na imagem, deduz-se que a fotografia não é de 1918.