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A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Escola da Brigada Militar, em 1908.

O Correio do Povo, no dia 5 de julho de 1908 noticiava:

Escola da Brigada Militar

Continua a funccionar a escola da brigada militar, installada em uma das salas do pavimento superior do quartel general daquella milicia.

As aulas têm actualmente a frequencia de 15 alumnos.

Fonte: Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo”.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Curso de Enfermeiros e Padioleiros da Brigada Militar.

A Federação, no dia 23 de outubro de 1916, segunda-feira, noticiava:

Curso pratico de enfermeiros e padioleiros da Brigada Militar – Em reunião dos officiaes do Serviço Sanitário da Brigada Militar ficou deliberado a distribuição abaixo mencionada das diversas cadeiras do Curso pratico de enfermeiros e padioleiros da Brigada Militar:

Aulas

– Conhecimento das diversas disposições em vigor, observadas no serviço sanitario da Brigada que tenham relação com o cargo de enfermeiro – Professor –  capitão dr. Armando Bello Barbedo.

– Noções elementares indispensáveis de physiça e chimica. Cuidados aos doentes de affecções internas. – Professor – dr. Antonio da Silva Fróes.

– Deontologia. Deveres dos enfermeiros militares. Moral profissional. Noções geraes e indispensáveis de hygiene militar. Prophylaxia. – Professor – capitão dr. Cândido Ferreira dos Reis.

– Noções elementares de pequena cirurgia. Cuidados aos doentes, de affecções externas. Apparelhos, Soccorros medico-cirurgicos de urgência; meios existentes e improvisados.  – Professor – Capitão dr. Antenor Granja de Abreu.

– Noções elementares indispensaveis de anatomia e physiologia. Cuidados aos doentos de olhos, ouvidos, nariz e garganta.  – Professor – dr. Adalgiso Ferreira de Souza.

– Noções elementares de Pharmacia, urologia e toxicologia. Professor – Alferes pharmaceutico João Patricio Ramirez.

– Noções praticas de odontologia e de hygiene e cuidados da bocca. – Professor – Alferes dentista, Mario Carigó Gomes da Silva.

*Mantida a grafia da época

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 246, de 23/10/1916, segunda-feira, página 3

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Escolas Regimentais – Instruções Provisórias

ESCOLAS REGIMENTAIS

(Há 118 anos …)

A instrução da Brigada Militar era insistente preocupação do coronel Carlos Pinto. O analfabetismo das praças numa proporção numerosa, levou-o a tomar providencias acertadas que remediassem tão grande mal. Instituiu a 20 de junho escolas regimentais em todos os corpos, as quais, à falta, na ocasião, de programa definitivo, obedeceram a instruções provisórias.

Estampamos aqui a ordem do dia respectiva:

“Quartel do Comando da Brigada Militar do Estado, em Porto Alegre, 20 de junho de 1898.

ORDEM DO DIA Nº 120

Para conhecimento e devida execução publico o seguinte:

ESCOLAS REGIMENTAIS

Havendo urgente necessidade de serem o mais breve possível estabelecidas as escolas regimentais nos corpos e não se podendo por tal motivo organizar programa definitivo, determino que sejam observadas as seguintes

INSTRUÇÕES PROVISÓRIAS

1º – Leitura, caligrafia, as quatro operações sobre números inteiros e frações tanto decimais como ordinárias, ligeiras noções de higiene militar deveres do soldado, cabo de esquadra, furriel e sargento, em todas as circunstâncias do serviço de paz e guerra.

2º – Organização de papéis relativos às companhias e esquadrões, de acordo com os modelos adotados.

As escolas regimentais estarão sujeitas ao Comando Geral da Brigada.

Serão preferidas para a matrícula nas escolas regimentais, as praças que se acharem em melhores condições morais e intelectuais, a juízo de um conselho de instrução regimental, formado dos comandantes de companhias, do ajudante e do major, sob a presidência do comandante do corpo.

Ao conselho incumbe:

1º – Fixar o número de praças que anualmente deverão frequentar as escolas regimentais, tendo em vista a força dos corpos e necessidades do serviço.

2º – Propor as medidas necessárias a bem do ensino e fiscalizar a exata observância das disposições contidas nestas instruções.

Terá cada escola um professor, oficial subalterno com as precisas habilitações e um ou mais adjuntos inferiores do respectivo corpo.

O professor será nomeado pelo comandante do corpo que submeterá o seu ato à aprovação do Comando da Brigada.

Si não exceder de quarenta o número de alunos haverá um só adjunto.

O conselho de instrução regimental organizará a tabela de distribuição do tempo escolar, tendo em vista não só a conveniência do ensino como também a do serviço.

O professor será substituído em seus impedimentos por quem o comando do corpo designar, devendo esse ato ser imediatamente comunicado à autoridade superior.

As praças matriculadas serão somente dispensadas do serviço externo do quartel, salvo falta absoluta. José Carlos Pinto Junior, coronel.”

Os frutos desta medida foram ótimos. Embora as necessidades do serviço de guarnição, diligências e destacamentos impedissem frequência regular e efetiva, o aproveitamento dos alunos era auspicioso.

Dentro de poucos anos diminuía grandemente a cifra dos soldados que não sabiam ler. Alguns mais inteligentes e estudiosos, cheios de aspirações dignas, preparavam-se regularmente e obtiveram, com as promoções recebidas, a recompensa de seus esforços.

Simultaneamente, ainda que sem caráter público, mas patrocinado pelo comandante, funcionava o curso de preparatórios para oficiais e inferiores. Lecionaram aí os drs. Alfredo Clemente Pinto, João Vespucio de Abreu e Silva e Otávio Rocha, os srs. Ildefonso Comes, Afonso Guerreiro Lima, Antonio Gonçalves Moura Monteiro e Leopoldo Tietbohl.

Fonte: PEREIRA, Miguel José. Esboço Histórico da Brigada Militar, Vol. I. 2 Ed. 1950, págs. 354 e 355.

Escola Regimental do 2º Regimento de Cavalaria, em 1922

Escola Regimental do 2º Regimento de Cavalaria, em 1922

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Hospital da Brigada Militar – Curso prático para enfermeiros

Correio do Povo do dia 7 de maio de 1916, domingo, noticiava:

 Curso pratico para enfermeiros

O dr. Armando Bello Barbedo, director interino do serviço sanitario da Brigada Militar, vae apresentar á apreciação do commando geral da Brigada, um projecto para a criação de um curso pratico para enfermeiros da referida milicia.

Segundo esse projecto as aulas praticas serão dadas no Hospital da Brigada Militar, pelo medico que estiver de dia no hospital.

O curso constará de noções de medicina, curativos e medicina de campanha, etc. Findo o curso, as praças que forem aprovadas passarão promptas, aptas para o serviço de enfermarias.

*Mantida a grafia da época

Hospital da Brigada Militar no cristal Porto Alegre

Hospital da Brigada Militar no cristal Porto Alegre

Fonte: Jornal Correio do Povo – Ano 121 – Nº 220 – PORTO ALEGRE, SÁBADO, 7 DE MAIO DE 2016.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Escola de Preparatórios na Brigada Militar

A Federação, no dia 04 de abril de 1916, terça-feira, noticiava

Escola de preparatorios na Brigada Militar — Inaugurou-se, hontem, ás 18 horas, em uma das salas do Quartel General da Brigada Militar a Escola, recentemente creada, naquella corporação, pelo nosso amigo tenente coronel Affonso Emilio Massot.

Presentes os commandantes dos corpos, professores, officiaes e inferiores daquella força o tenente coronel Massot declarou inaugurada a referida Escola.

Em seguida foi, pelo respectivo professor Leon Back, dada a primeira aula de francez.

A assistencia foi numerosa.

 

*Mantida a grafia da época

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXIII, edição 079, de 04/04/1916, terça-feira, página 6.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Curso de Ensino da Brigada Militar

A Federação, no dia 03 de abril de 1916, segunda-feira, noticiava:

Abertura das aulas da Brigada Militar — Abrir-se-á hoje, ás 16 horas, as aulas do Curso de Ensino, da Brigada Militar do Estado.

Essas funccionarão numa das salas da Escola Complementar, sob o seguinte horário: Francez, prof. Leon Back, ás segundas, quartas e sextas, das 18 ás 19 horas; portuguez, prof. major Miguel Pereira, ás terças, quintas e sabbados, das 18 ás 19 horas; arithmetica, prof. tenente Jayme da Costa Pereira, ás quartas-feiras, das 19 ás 19,40, e ás segundas e sextas, das 19 ás 20 horas; geographia, prof. Tenente Emilio Lucio Esteves, ás terças e quintas, das 19 ás 20 horas; desenho e geometria, prof. Tenente coronel Teixeira Netto, aos sabbados, das 19 ás 20 horas e ás quartas, das 19,40 ás 20,40.

* Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação – Ano XXXIII – edição 078, de 03/04/1916, segunda-feira, página 6.