A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Escola Regimental da Brigada Militar

Correio do Povo do dia 5 de julho de 1908 noticiava:

Escola da Brigada Militar – Continua a funccionar a escola da brigada militar, installada em uma das salas do pavimento superior do quartel general daquella milicia. As aulas têm actualmente a frequencia de 15 alumnos.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo”.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Brigada Militar constrói canal fluvial II

A Federação, no dia 05 de julho de 1916, quarta-feira, noticiava:

Do boletim de hoje, da Brigada Militar:

Sob o comando do alferes José Pinheiro, seguiu, hoje, para Conceição do Arroio, uma força do 2º batalhão de infantaria, composta de um 2º sargento, dois cabos, 1 corneteiro e 35 soldados, a qual se destina a trabalhar na abertura do canal que ligará esta capital ao porto de Torres, ficando estacionada naquela localidade.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 155 de 05/07/1916, quarta-feira, página 6

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Brigada Militar constrói canal fluvial I

A Federação, no dia 04 de julho de 1916, terça-feira, noticiava:

Novo destacamento da Brigada Militar que segue para trabalhos de sapa em Conceição do Arroio

Como já temos noticiado, o benemérito governo do Estado resolveu empregar soldados da milícia estadual em trabalhos de construcção de estradas de rodagem.

O objectivo dessa medida não é somente a economia dos dinheiros publicos, mas tambem a instrucção technica, na prática de construção de estradas, dos officiaes e soldados da Brigada Militar, assim como a aprendizagem e aperfeiçoamento das diversas operações próprias desse trabalho.

Os soldados, que já aprenderam nos quarteis a manejar as armas de guerra, necessitam aprender tambem a manejar as ferramentas e instrumentos de industria.

A missão da Brigada Militar consiste em prestar a sua força numérica ao governo para a manutenção da ordem publica.

Esse dever ella preenche nos casos ordinarios.

Mas ha casos extraordinários, por exemplo, os de guerra externa ou mesmo de graves perturbações intestinas.

Ora, é innegavel que a guerra se faz por meio de machinas e instrumentos semelhantes aos da industria e que a sua utilidade exige nos soldados o mesmo tirocinio pratico dos operarios.

Alem disto, os trabalhos de sapa adquiriram importancia preponderante na actualidade, as galerias subterrâneas sendo, agora, indispensáveis á defeza do territorio.

Estas reflexões são bastante judiciosas para justificarem o procedimento do governo do Estado.

Para esse fim, parte, amanhã, para Conceição do Arroio, um destacamento composto de 40 praças da Brigada, e que vae comandado pelo nosso amigo, alferes José Pinheiro.

Destina-se á abertuna de uma vala de cerca de 1 ½  kilometro de comprimento, com largura e profundidade variaveis. Por essa vala, depois, a draga “Garibaldi”, pertencente ao serviço das obras publicas, escavará o canal ligando a lagôa da Pinguela á do Marcelino, junto á villa de Conceição do Arroio.

A abertura desse longo fosso será precedida do desmattamento e destocamento de uma parte do terreno por onde passa o traçado do canal de Porto Alegre a Torres, por cuja obra tanto se interessa o nosso patriotico governo.

A força acima segue no vapor “Mauá”, também pertencente ao Estado, até Palmares. Deste ultimo porto prosseguirá seu caminho por terra, nas carroças da Brigada Militar, até á villa de Conceição do Arroio.

É o segundo destacamento que daqui parte nesse sentido, pois ha dias noticiamos a respeito de outro, que tambem foi servir em construcção de estrada de rodagem, em outra região riograndense.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 154 de 04/07/1916, terça-feira, página 6

**Em 1934, Conceição do Arroio passou a chamar-se Osório, por ordem do interventor federal José Antônio Flores da Cunha, como forma de homenagear o marechal Manuel Luís Osório, patrono da Cavalaria nacional, ali nascido.

 

 

 

 

 

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Torneio especial de tiro – premiação

A Federação, no dia 03 de julho de 1916, segunda-feira, noticiava:

Entrega de prêmios na Brigada Militar

Commemorando a passagem do 1º aniversario do governo do nosso amigo general Salvador Ayres Pinheiro Machado, foram distribuídos hoje os prêmios em dinheiro, conquistados pelas praças dos corpos estacionados nesta capital, em torneio especial de tiro com o emprego da machina Sub-Target.

Para classificação nesse torneio eram exigidos 4 impactos em 5 disparos ou 80% com o minimo de 20 pontos, ou 66% do máximo de pontos que se podem fazer.

Concorreram ao torneio 1.086 praças, sendo classificadas 344 ou 31,610% do numero total de concurrentes.

A “subtarget” é uma machina que em qualquer local de espaço ainda que reduzido, se destina a preencher as exigências das condições necessarias ao preparo preliminar do atirador, realisadas nas linhas de tiro com a dupla vantagem de simplificar e acelerar a instrucção e de evitar o desperdício de munições cujo emprego é supprimido.

A “subtarget” é um engenho de procedencia Norte-Americana, usado nos quarteis (e até nos acampamentos) do exército, da guarda nacional e das milicias, nos collegios e a bordo dos navios de guerra dos Estados Unidos, tendo sido introduzido em nosso paiz em o anno de 1908, quando chegou no polygono de tiro do Realengo o primeiro exemplar.

Na Alemanha, segundo uma noticia colhida de uma revista chilena, em o anno de 1914  (Memorial del Estado Mayor del Ejercito de Chile), as esperiencias a que foi submetida a “subtarget”, foram além da espectativa.

Assim se exprime Aureliano Saenz, capitão de 1ª classe do exército transandino, servindo no Seib Grenadier Regiment n. 8 (I Brandeburgo) Frankfurt AO: “Desde minha entrada no regimento chamou minha atenção um complicado e engenhoso aparelho empregado na 12ª companhia (que é a única que o possue) para os exercícios de pontaria.

Este instrumento fora recentemente adquirido a título de experiencia, a fim de ver os resultados que com ele se obteriam.

Acompanhei durante todo um período de instrucção os exercícios que com ele se fizeram e pude me convencer de sua utilidade e dos benefícios que se poderiam obter no Exército, empregando-o na tropa.

A companhia que o possúe, conseguiu tirar o primeiro lugar entre as doze do regimento, nos exercicios de tiro, tanto de escola como de combate e foi ainda a designada para disputar em lnterborg o cubiçado prêmio de tiro do Imperador.

Nosso curto serviço militar de um anno requer para a instrucção da tropa processos que facilitem e acelerem o aprendizado dos recrutas, a fim de que estes possam, dentro dos doze mezes de serviço, assenhorear-se dos deveres da guerra moderna, sendo talvez o tiro o mais importante delles e que mais tempo exige para o respectivo ensino.

Com o aparelho “subtarget” conseguiu-se simplificar muito os exercícios de pontaria e obter em pouco tempo individuos aptos para com começar seu tiro em muito boas condições, visto que uma solida instrucção de pontaria é a primeira condição que se deve attender para obter bons resultados. Ao mesmo tempo que a pontaria, aprendem os recrutas com este aparelho a disciplina do fogo e sua correcta repartição.

Vemos, pois, que se ganha tempo e que o soldado recebe uma simples e proveitosa instrucção que o prepara para o tiro de escola e de combate.

O ministro da guerra prussiano ordenou o uso da “subtarget” na Escola de Tiro de Infantaria, recomendando seu emprego nas demais repartições do exército, fazendo ainda notar que é o melhor meio conhecido para formar em pouco tempo um atirador.”

Depois de dar ideias geraes sobre o “subtarget” e sua montagem, tratar de seu emprego e vantagens que oferece, de aconselhar processos de ensino, de apreciar diversas experiências decisivas, não só com cartuchos de festim, mas até de guerra, entra o capitão Saenz em considerações sobre o custo do apparelho, dizendo o seguinte: “O aparelho completo, inclusive suporte, trípode para os alvos e 1.000 alvos auxiliares, custa 525 marcos. Com a economia de munição que se obtem, em pouco tempo cobre-se o valor do aparelho.

Assim o fez a 12ª companhia, pagando-o com as economias de munição reduzida a que tivera direito durante o anno.”

Intimamente convencido da utilidade da “subtarget”, entende o capitão Saenz que cada companhia ou esquadrão do exército do seu paiz deveria ser dotado de um aparelho, o que não representaria para o fisco um desembolso superior a 50.000 marcos, quantia insignificante si se consideram os resultados alcançados.

Entre nós, além da acima citada, possuem “subtarget” o Corpo de Bombeiros e a Brigada Policial da Capital Federal, tendo sido tão proveitosos os resultados conseguidos que, à vista deles, o ministro da Guerra tornou seu uso oficial nos quartéis do Exército, gozando já algumas unidades estacionadas no Rio de Janeiro as vantagens proporcionadas por tão engenhoso aparelho.

Para bem avaliar-se o alcance prático da “subtarget” bastam os exemplos verificados de se terem tornado regulares atiradores, indivíduos até então, considerados como icapazes de acertarem uma bala no alvo.

O Rio Grande do Sul acaba de ver as suas primeiras “subtargets” no elegante pavilhão da Linha de Tiro e do confortável quartel de infantaria da Brigada Militar do Estado.

Pelo apparelho installado no Stand já passaram em reconte concurso e no curto espaço do um mez 1.086 atiradores, dos quais 344 conseguiram classificação.

É certo que a “sublurget” não desmentiu a fama de que veio precedida, antes parece que mais adquire á proporção que se verificam os serviços que vem prestando sem onus para o erario publico.

Bem recente na força estadual é o exemplo decisivo de uma turma de recrutas, educados pelo novo processo na instrucção do tiro.

Dezoito individuos bisonhos como atiradores, pois, sendo recrutas, iniciavam seu aprendizado no Deposito da Brigada, foram levados á “subtarget” pelo respectivo instructor. Após rapido ensino, foi conseguida no alvo de 200 jardas a porcentagem global de 83% de impactos. A cada um destes atiradores entregou-se uma arma e um pente de 5 cartuchos para atirar a 150 metros, explicando-se-lhe, apenas, o desconto de altura no apontar, devido á distancia inferior a da alça do ponto em branco.

Terminado o exercício verificou-se o esplendido resultado de 80% de impactos, o que dispensa commentarios á prova tão real.

O nome “subtarget” que lhe dão vem do modo por que registra a pontaria e consequente disparo da arma. Todas as variações da linha de visada, quaisquer que sejam, desde o movimento de apontar até o de disparar, são indicados por uma agulha que se move deante de um alvo minúsculo, proporcionalmente reduzido, chamado sub-alvo ou “subtarget”.

Os sub-alvos são feitos para as distâncias de 200, 300 e 500 jardas, correspondendo a outros alvos para 200, 300 e 500 jardas, colocados á distância de 20 ½ jardas do eixo vertical do aparelho, na altura da agulha de direção e vistos como se realmente estivessem a 200, 300 e 500 jardas.

A 20 ½ jardas, isto é, na distância dos alvos, as linhas que passam pela agulha, fixa apontando ao centro do sub-alvo e pelo aparelho de pontaria da arma encontram-se formando um ângulo cujo vértice é o centro do alvo visado.

Collocada a tela dos alvos na distância recomendada, para se ter um justo funcionamento do aparelho, é necessário preliminarmente obter-se uma correta linha de visada, apontando-se para o centro do alvo, como preceitua a instrucção de tiro nesta parte e procurando corrigir a visada com o auxílio dos parafusos de deslocamento vertical e horizontal. A graduação zero do disco de deslocamento vertical deve ficar em coincidência com o indicador respectivo. O ponteiro da chave da nóz de deslocamento horizontal também deve coincidir com o zero do pequeno arco graduado. O disco e a nóz de deslocamento servem principalmente para mostrar a influencia perturbadora do vento sobre o tiro e o modo de corrigir-lhe os efeitos sobre a pontaria.

É preciso mais, solta a haste directriz da agulha equilibral-a por meio da mola espiral, tornando-a mais ou menos tensa no sentido vertical ou lateral, o que se consegue por meio do parafuso que firma o gancho que sustenta a mola.

Por meio de uma esphera de metal que corre ao longo do braço de uma alavanca, poiada num varão metálico, colocado a prumo do lado opposto á arma, consegue-se equilibrar o peso dos accessorios especiaes desta e que a prendem ao apparelho de modo que este só deixa ao atirador o peso do fuzil. Como é fácil de ver o proprio peso da arma pode por este processo ser augmentado ou diminuído.

Em tres alturas differentes se póde encaixar a peça principal, em baixo, no meio e em cima da columna que a sustenta, correspondendo isso ás posições do atirador, deitado, de joelho e de pé, si bem que com o auxilio de estrados apropriados se possa utilisar a segunda altura para as posições de joelhos e de braços e a última, a mais elevada, para tres posições regulamentaures.

Para funcionar a “subtarget”, deve-se collocar o mecanismo numa das alturas da columna de ferro e ahi ajustal-o, centrar o ponteiro da agulha em relação ao ponto negro do sub-alvo, fazer o encaixe do fuzil no braço de juncção do apparelho, ligar o cordão metallico flexível com a mola espiral que sae do cylindro deste aos accessorios que actuam no mechanismo de disparo daquelle, preparar este mechanismo pelos movimentos de carregar, como si se lidasse realmente com cartuchos e soltar a presilha que retém o ponteiro da agulha.

Dadas ao recruta as noções theoricas do tiro indispensáveis ou mais necessarias, pode-se dizer que com a “subtarget” entra-se desde logo na parte pratica do ensino, posto de lado os artificios e processos antigos de instrucção, morosos e nem sempre apprehensiveis por individuos incultos; segue-se immediatamente ao fim sem passar pelas mesas e coxins de pontaria, pela verificação dos tres vértices do triângulo de visada, nela applicação das borboletas rectificadoras, prestando assim, a “subtarget” á instrução do  tiro o serviço immenso de um laboratorio experimental, pois, não há negar, ella é mesmo um laboratório experimental de tiro.

Apparelho "Sub-Target", para instrucção de tiro sem gasto de munição.

Apparelho “Sub-Target”, para instrucção de tiro sem gasto de munição.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 153 de 03/06/1916, segunda-feira, página 1

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Paiol de Munições da Brigada Militar

Correio do Povo, no dia 3 de julho de 1909 noticiava:

PAIÓL DE MUNIÇÕES

Sabemos que o governo do Estado cogita de mandar construir, em terrenos do Crystal, um edificio, destinado a servir de paiól de inflammaveis e de munições da Brigada Militar.

Hontem, pela manhã, o coronel Cypriano Ferreira, major Claudino Nunes Pereira, commandante geral e quartel-mestre da Brigada, acompanhados do dr. Francisco Avila da Silveira, director da Directoria de Obras da Secretaria das Obras Publicas, estiveram naquelle local, examinando o terreno para a nova construcção. No edificio onde funcciona o hospital da Brigada, o respectivo agente, alferes João Machado, offereceu lauto almoço ao coronel Cypriano Ferreira, major Claudino Pereira, tenente-coronel Aristides da Camara e Sá e seu secretario, alferes Christovão Gomes, e tenente José Vellausen. Ficou resolvido que o paiól de inflammaveis seja edificado em terreno contiguo ao hospital da Brigada. Á tarde, o coronel Cypriano e sua comitiva regressaram á cidade, na lancha Colonial.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo”

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – “Retreita” da Banda da Brigada Militar

A Federação, no dia 01 de julho de 1916, sábado, noticiava:

Anniversario de governo – Segunda-feira completa um anno que o nosso illustre amigo general Salvador Pinheiro Machado, vice-Presidente do Estado em exercício, assumiu o Governo do Estado.

Por este motivo a grande banda da Brigada Militar, sob a regência do maestro Pedro Borges, dará, ás 17 horas, em frente ao Palacio, uma retreita.

Será executado um dobrado, acompanhado da banda de clarins, da lavra do referido maestro, e que é offerecido aquelle nosso conspícuo dirigente dos negocios públicos.

O programma da retreita é o seguinte:

I – Symphonia – O leito de São Bonifacio.

II – Valsa – Meu thesouro.

III – Ernani – Preludio e introdução.

IV – Luiza.

V – Finaes e concertato do 1º acto da opera “Ernani”.

Terminará com o dobrado “General Salvador”.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 152, de 01/06/1916, sábado, página 6

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Banda de Música do 1º Regimento da Brigada Militar no Teatro São Pedro

Correio do Povo, no dia 30 de junho de 1909 noticiava:

Marechal Floriano – No theatro S. Pedro, realisou-se hontem á noite, a sessão solemne promovida pela mocidade academica militar, em homenagem á memoria do marechal Floriano Peixoto. O theatro achava-se vistosamente adornado e totalmente occupado por familias e cavalheiros, tornando-se difficil o accesso ao recinto. Ás 8 horas foi aberta a sessão, sob a presidencia do coronel Marcos de Andrade, chefe local do partido republicano. Executada a protophonia do Guarany, pela banda de musica do primeiro regimento da Brigada Militar, teve a palavra o orador official, major dr. Gonçalo Correia Lima, que proferiu longo discurso, sendo muito applaudido. Seguiram-se-lhe outros oradores que tambem receberam muitos applausos. Encerrada a sessão, entre vivas á memoria do marechal Floriano, dr. Julio de Castilhos e Benjamin Constant, a banda do regimento executou o hymno nacional.

*Mantida a Grafia da época.

Fonte: Jornal Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo”

Protofonia = Abertura de ópera, sinfonia ou concerto; introdução orquestral de qualquer obra lírica.: A protofonia do Guarani, de Carlos Gomes, é muito popular.

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … Estradas de rodagem e canais construídos pela Brigada Militar

A Federação, no dia 27 de junho de 1916, terça-feira, noticiava:

Brigada Militar no beneficiamento de Estradas e Canaes

No intuito de adestrar as praças no serviço e obras de sapa, acompanhando de perto os modernos methodos de guerra, e aproveitando simultaneamente, esses trabalhos para beneficiamento de estradas de rodagem e canaes, o Governo do Estado, traduzindo o pensamento do preclaro Presidente dr. A. A. Borges de Medeiros, resolveu fazer seguir para Conceição do Arroio e o Guaporé contingentes da força publica, que ali se acham em plena actividade.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXIII, edição 148, de 27/06/1916, página 6.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Banda de Música do 3º Batalhão da Brigada Militar

A Federação, no dia 24 de junho de 1916, sábado, noticiava:

Gymnasio Anchieta

Realizou-se, hontem, no theatro S. Pedro, o festival promovido pelos alumnos do Gymnasio Anchieta em homenagem ao padre Angelo Contessoto, director do mesmo.

Começou a festa com a “ouverture” executada, pela banda de musica do 3º batalhão da Brigada Militar.

Pelos alumnos, foram representados o drama “O Grilheta”, e a comedia “Timidito Francon”, que
tiveram bom desempenho.

Os alumnos que tomaram parte no programma, foram todos muito applaudidos, pela enorme assistencia que enchia o theatro S. Pedro.

 

* Mantida a grafia da época

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 146, de 24/06/1916, página 7.

** ouverture = Introdução orquestral de ópera lírica, ou sinfonia de abertura – Dicionário Michaelis Online

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Trechos de estradas de rodagem concluídos pela Brigada Militar

Correio do Povo, no dia 22 de junho de 1916, quinta-feira, noticiava:

Estrada de rodagem de Bento Gonçalves a Guaporé – Como ha dias noticiamos, o dr. Borges de Medeiros, presidente do Estado, e o general Salvador Pinheiro, vice-presidente em exercicio, resolveram enviar forças dos corpos da Brigada Militar para concluir varios trechos de estradas de rodagens e cujas obras haviam sido paralysadas, em consequencia das medidas de economia recentemente tomadas. Agora, está assentado que será enviada uma força a fim de continuar um trecho da estrada de rodagem, em construção, entre os municipios de Bento Gonçalves e Guaporé. Essa força, que será composta de 40 homens do 3º batalhão de infantaria, seguirá por estes dias, para o ponto em que será feita a construcção. Commandal-a-á um official.

*Mantida a grafia da época

Fonte: Jornal Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo”