A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Brigada Militar testa armamento – Em 1914.

A Federação, no dia 28 de fevereiro de 1914, sabado, noticiava:

Metralhadora Colt

Sob a direcção dos instructores da Brigada Militar, fará hoje prova de fogo na linha de tiro a metralhadora Colt, modificada.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 049, de 28/02/1914, página 3 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Exercícios no 1º Regimento de Cavalaria, da Brigada Militar – Em 1914.

A Federação, no dia 27 de fevereiro de 1914, sexta-feira, noticiava:

Exercicios no 1º regimento de cavallaria da brigada

Dia 23 – 1º tempo – Esgrima de lança, manejo de espada e marcha, sob o commando do alferes Felipe Pedro Barcellos.

2º tempo – Instrucção theorica e moral pelos commandantes de esquadrão. Versou sobre tiro e continencias.

3º tempo – Exercicio de esquadrão na ordem dispersa e marcha sob o commando do tenente Pedro Vaz Ferreira Filho.

Dia 25 – Exercicio de signaleiros a 4 grupos, dirigido pelo alferes Álvaro de Gusmão.

Dia 26 – 1º tempo – Esgrima de lança, manejo fogo e marcha, sob o commando do alferes Monteiro da Costa.

Todos os exercicios tiveram a assistência do capitão instructor Jayme da Costa Pereira.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 048, de 27/02/1914,  sexta-feira, página 6 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Escolas Regimentais – Em 1914

A Federação, no dia 27 de fevereiro de 1914, sexta-feira, noticiava:

Escolas Regimentaes

Já se acham funccionando as escolas regimentaes dos corpos da brigada militar.

A do 1º batalhão está com uma frequência de 50 alumnos, entre cabos e praças.

Hontem, de surpresa, o tenente-coronel Francelino fez uma visita de inspecção a esta escola, encontrando tudo na melhor ordem.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 048, de 27/02/1914, página 6 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Instruções para o Serviço de Padioleiros – Parte V

 A Federação, no dia 27 de fevereiro de 1914, sexta-feira, noticiava:

Instrucções para o serviço de padioleiros – Parte V

Instrucções para o serviço de padioleiros, em manobras e em campanha, na Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, contendo breves noções sobre os primeiros soccorros, prestados a feridos e doentes.

Este trabalho foi elaborado pelo capitão medico da Brigada – dr.  Armando Bello Barbedo – por determinação do sr. coronel dr. Cypriano da Costa Ferreira, commandante geral da Brigada Militar.

Á vóz – abrir fileiras – os padioleiros números 2 e 4 (cerra-fila) darão três passos á rectaguarda, ou, havendo obstáculo ahi, os numeros 1 e o 8 (chefes de filas) farão o mesmo para a frente. O sargento passará, então, revista, verificando se o material está em ordem, a fim de providenciar.

Á vóz – preparar para armar padioIas – o padioleiro numero 8 faz, por meia volta á direita, frente á retaguarda e entrega a cabeceira da padiola ao padioleiro numero 2, que a segura com a mão esquerda, ficando o numero 3 com a outra extremidade da padiola; o padioleiro numero 1 dá um passo a retaguarda e o numero 4 um passo á frente, mudando ambos a frente para o centro da padiola.

A vóz – armar padiolas – os padioleiros numeros 1 e 4, auxiliados pelos outros dous, começam a armal-a, retirando primeiro os suspensorios que a envolvem e desenrolando-os da esquerda para a direita, collocando-os em seu pescoço; em seguida os números 2 e 8 que seguram as extremidades da padiola, tendo o pé direito para a frente, giram e abrem as hastes da padiola; então os numeros 1 e 4 collocam as travessas, convindo sempre que o numero 1 colloque a travessa dos pés o e números 4 a da cabeceira.

Armada a padiola, os padioleiros numeros 1 e 4 enfiam as alças dos suspensorios nos braços das respectivas padioIas, collocando a parte do centro dos suspensorios sobre a lona da padiola. Isto feito, está a padiola armada e, conforme as necessidades do momento, o sargento de saúde dará a vóz – descançar padiolas – o que será feito do seguinte modo: os padioleiros numeros 2 e 4 depoem a padiola no chão e ficam entre as suas hastes, tomando todos a frente primitiva da formatura. Nesta posição esperam a vóz – a soccorro – a fim de marcharem para os pontos indicados conforme a necessidade da occasião, procedendo da seguinte forma: no grupo que entra em serviço; os padioleiros numeros 2 e 3 seguram e suspendem as hastes da padiola, collocam os suspensorios no pescoço (figura n. 10) e seguem ao destino ordenado pelo sargento de saúde; os números 1 e 4, que sahem conjuntamente com o grupo, decorridos alguns passos de distancia acceleram a sua marcha e chegam primeiro ao local onde se acha a praça que necessita de soccorros, ahi procedem aos necessários e urgentes cuidados, recorrendo de preferencia ao pacote de curativo individual do soccorrido ou de peças de seu fardamento ou equipamento, reservando sempre a carga de suas bolsas sanitarlas; nesse Ínterim, chegam os padioleiros numeros 2 e 3, portadores da padiola, os quaes obedecem a vóz do padioleiro numero 1, que determinará a collocação da padiola á direita ou á esquerda do ferido, conforme a localisação do ferimento.

A padiola será sempre collocada a um passo de distancia do ferido ou doente e paralelamente a elle. Collocado o soccorrido na padiola, esta poderá ser conduzida pelos padioleiros 2 e 3 ou, enitão pelos quatro padioleiros, tendo a vóz de commando o numero 1, que deverá ser o padioleiro de maior aptidão, o qual guiará o grupo a fim de ser feito o transporte em boas condições de estabilidade e accommodação do transportado.

Sempre que a padiola conduzir enfermo ou ferido, convém observar o seguinte: o padioleiro ou os padioleiros que a forem conduzindo na frente devem romper a marcha com o pé esquerdo e os que forem na retaguarda romperão a marcha com o pé direito, o que é de grande vantagem a fim de diminuir o balanço da padiola; o passo deve ser regular, curto e igual, reduzido, mais ou menos, a 2/3 do passo ordinário; todos os padioleiros devem procurar dar á padiola uma marcha regular sem trepidação, para o que convém marchar em cadencia moderada, combinando os passos, evitando saltos, flexionando brandamente, as coxas e os joelhos e pisando com o pé em cheio no cheio no chão; em taes condições o passo póde ser accelerado, quando o estado do soccorrido o permitir, observando-se sempre os preceitos acima referidos. Quando a padiola estiver vasia, o passo deve ser accelerado. Os padioleiros numeros 1 e 4, principalmente quando não vão conduzindo a padiola, devem transportar, quando possivel, as peças de fardamento, equipamento e armamento do soccorrido, que não foram aproveitadas para o soccorro, tendo o cuidado de descarregar o fuzil arrecadando a munição que distribuirão entre os atiradores.

Relativamente ao passo reduzido aos 2/3 do seu comprimento ordinario, Lougmero faz notar que ha sob o ponto de vista dos movimentos de oscillação, diferença notável ente o passo ordinário e o passo reduzido de 1/3. Quando dous padioleiros conduzem uma padiola vazia, dando passos de 30 pollegadas, de calcanhar a calcanhar, o movimento oscillatorio é de 3 ½ pollegadas (8 centímetros); com a padiola carregada e com o mesmo passo, esta oscillação é de 4 ½   pollegadas (11 centimetros). Quando o passo é reduzido a 1/3 (2 pollegadas), a oscillação da padiola vazia é de 1 ½ pollegada e a da padiola carregada é de 2 ¼ polegadas (5 ½ centímetros), portanto, a oscillação fica reduzida á metade da que haveria se o passo fosse ordinário. Chegados á barraca-hospital, o soccorrido será entregue ao enfermeiro mór e nos Postos de Socorros ao cabo de saúde, que darão conhecimento aos médicos de serviço. Em seguida o grupo de padioleiros regressa ao campo de acção, se for preciso, ou irá para o local da formatura receber novas ordens.

Uma vez terminado o serviço, o sargento de saúde, mediante ordem do médico-chefe dará voz – desarmar padiolas – manobra de fácil execução, por isso que é o inverso de armar, sendo os tempos idênticos, porem em sentido contrario.
Feito isto, a guarnição voltará á formatura primitiva, isto é, com a padiola perfilada, etc., e será, finalmente, dada a vóz — recolher padiolas — para cuja execução irá recolhendo cada padioleiro á repartição competente o material que tiver recebido.

OBSERVAÇÃO

Caso tenha havido estrago ou desarranjo na padiola ou em seus accessorios, o padioleiro numero 1 dará disso conhecimento immediato ao sargento de saúde, a fim de dar este parte do occorrido á auctoridade competente. Por essa ocasião, terminado, portanto, o serviço affecto aos padioleiros, o sargento de saúde os conduzirá para seu corpo, salvo se
receber ordem em contrario.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 048, de 27/02/1914, sexta-feira, página 4 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Instruções para o Serviço de Padioleiros – Parte IV

A Federação, no dia 24 de fevereiro de 1914, terça-feira, noticiava:

Brigada Militar

Instrucções para o serviço de padioleiros – Parte IV

Instrucções para o serviço de padioleiros, em manobras e em campanha, na Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, contendo breves noções sobre os primeiros soccorros, prestados a feridos e doentes.

Este trabalho foi elaborado pelo capitão medico da Brigada – dr.  Armando Bello Barbedo – por determinação do sr. coronel dr. Cypriano da Costa Ferreira, commandante geral da Brigada Militar.

Descripção da padiola

Entre os innumeros meios de transportar doentes ou feridos durante o combate (cacoletes, liteiras, ambulâncias de 4 rodas ou omnibus, que podem conduzir até 10 pessoas sentadas, carros ambulancia leves, de 2 rodas, que podem conduzir, até 6 pessoas sentadas, etc.) indubitavelmente a padiola é o mais commodo, tanto para elles como para as praças que os conduzem.

Entretanto apesar do não estarem muito em voga os cacolets e as liteiras, que no exercito francez foram substituídos pelos carrinhos porta-padiolas (brouette porte-brancard), juntei as respectivas estampas para serem conhecidos esses dous meios de conducção de feridos e doentes, que aliás julgo de vantagem quando se opera em terrenos accidentados. Esses meios, pois, têm relativa importancia.

O transporte feito a braços ou sobre os hombros é o menos conveniente, por ser penoso e fatigante. Ha uma grande variedade de typos de padiolas, que differem entre si por pequenas modificações em suas peças accessorias (Franck, Macquet etc).

No Exercito Nacional os modelos mais uzados de padiolas são o de Franck e o de Macquet, modificado por Vidal; este, por ser mais portátil e commodo, será provavelmente adoptado no serviço de padioleiros da Brigada Militar.

Segundo a opinião competente do coronel dr. Antonio Ferrreira do Amaral, Director do Hospital Central do Exercito, as padiolas supracitadas são, no genero, o quo ha de mais expedito e seguro, dando ao doente e aos conductores fácil e commodo transporte e prestam-se para leito dos doentes graves e para mesa de operação.

A padiola Macquet compõe-se de duas hastes, cujos extremos chamam-se braços; são ambas enfiadas em bainhas lateraes feitas em uma lona resistente, que constitue o leito da padiola, tendo na cabeceira uma dobra em forma de bolça, destinada a ser cheia de palha, constituindo assim o travesseiro. Em cada extremidade da padiola, tanto das cabeceiras como dos pés, é collocada uma travessa de madeira, munida de dois orificios, em que são enfiados os braços da padiola, a fim de manter suas hastes afastadas, em posição parallela, dando ao conjuncto a fórma rectangular.

A travessa da cabeceira é enfiada em uma bainha existente na lona (travesseiro); a dos pés é munida de dous outros orifícios, no centro, pelos quaes passam duas correias de couro, fixadas á lona que se estica á vontade, por meio de duas fivelas presas ás correias.

Cada travessa tem em suas extremidades dous pés articulados da padiola, que póde assim ser aproveitada como cama em caso de necessidade.

Tem dous suspensorios de couro, cada um munido de fivéllas em suas extremidades, que servem para ajustar essa peça accessoria ao corpo do padioleiro e para manter, quando desarmada a padiola, o seu enrolamento, a fim de ser conduzida mais facilmente.

 Formatura — Armar e desarmar padiolas

Os padioleiros sob o commando do mestre de musica, 1º sargento de saúde ou do seu substituto legal, o contra-mestre, 2º sargento de saúde, quando requisitados, apresentam-se, na ambulancia ou Barraca-Hospital, ao medico de serviço, e aguardam ordens, a dez passos de distancia da barraca, com o seu pessoal formado em duas fileiras unidas.

— Formações —

Uma vez apresentado, o sargento de saúde espera ordens, que poderão ser, ou a de descanço ou a de preparar-se para armar padiolas e nesse caso o sargento de saúde retira-se incontinentemente e põe o seu pessoal prompto para o serviço, fazendo as seguintes evoluções:
Á vóz de — direita — volver — metter por altura – esquerda — volver; os padioleiros tomam lugares, de sorte que os mais altos occupam a fileira da retaguarda e volvem á frente primitiva. Segue a voz – abrir intervalos para a esquerda,

A esta vóz os padioleiros, a começar da direita, estendem o braço esquerdo até alcançar com a mão o hombro direito do padioleiro que lhe fica á esquerda, fazendo passo lateral à esquerda até ficarem com os intervalos necessários.

Os padioleiros deixam cahir o braço sobre a coxa correspondente. Á voz de enumerar filas, os padioleiros, a começar pela direita, vão numerando-se, de maneira tal que o primeiro padioleiro á direita toma o numero um e o seu cerra-fila o numero dous; o chefe de fila immediato dará o numero três e o seu cerra-fila o numero quatro e assim successivamente vão numerando-se de quatro em quatro, formando desse modo as guarnições correspondentes a cada grupo de padioleiros.

A cada padiola é, portanto, dada uma guarnição de 4 homens (Prussia, Russia, Inglaterra), sendo 2 para a condução do ferido e 2 auxiliares.

Depois de numerados, o sargento de saúde dá a voz – destacar grupos . Os padioleiros números 3 e 4 unem, respectivamente, aos padioleiros números 1 e 2 que lhe ficam á direita, ficando desta sorte um espaço aproximado de dous passos entre os respectivos grupos, que tomam os números primeiro, segundo, terceiro grupo, etc., sempre contando da direita para a esquerda.

Os grupos assim enumerados, em ordem, facilitam o serviço, dando-lhe melhor methodo. Á voz receber padiolas e bolsas sanitárias, os padioleiros numero 3 dão um passo á frente, em seguida o sargento dará a voz á direita (ou á esquerda) marche, conforme o local em que estiver o carro, onde se acham guardadas as padiolas e ahi serão entregues pelo conductor do respectivo carro a cada padioleiro uma padiola, que elle conduzirá em posição horizontal, sob o braço direito, devendo os padioleiros guardar entre si, tanto na ida como na volta, os seus intervallos. Em seguida à partida dos padioleiros numeros 3, o sargento de saúde dará a voz á direita (ou á esquerda) marche aos padioleiros números 1, que saem de forma e vão á Barraca-Hospital, onde cada um receberá quatro cantis para o respectivo grupo e duas bolsas sanitárias que ficarão consigo. Recebidos os objectos, os dois chefes de fila de cada grupo entrarão novamente em forma, depois de distribuir os cantis, mantendo os padioleiros numero 3 a padiola perfilada no braço esquerdo, com a cabeceira voltada para cima. Os braços da padiola e a cabeceira serão pintados de cor differente da do restante.

(Continua)

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 046, de 24/02/1914, página 3 – *mantida a grafia da época

24 02 1914 - INSTRUÇÕES PARA O SV DE PADIOLEIROS IV G

24 02 1914 - INSTRUÇÕES PARA O SV DE PADIOLEIROS IV E

24 02 1914 - INSTRUÇÕES PARA O SV DE PADIOLEIROS IV F

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Visita às unidades da Brigada Militar localizadas na Chácara das Bananeiras – em 1914

A Federação, no dia 21 de fevereiro de 1914, sabado, noticiava:

Visita á Chacara das Bananeiras

Esteve, hontem, em visita á Linha de Tiro da Brigada Militar e Deposito de Recrutas, na Chacara das Bananeiras, o tenente-coronel Trogillio de Oliveira.

Ás 7,5 partiram, em automóvel, para o referido local aquelle visitante, o coronel Cypriano Ferreira, commandante da força estadual, tenente coronel Claudino Nunes Pereira, assistente do material e um dos nossos companheiros.

O terreno da Chacara é dividido pela ruaDois Irmãos”. **

Na parte fronteira ao quartel do Deposito de Recrutas, que é a de menor area, ha duas edificações novas: uma casa, já concluída, para deposito de vehiculos e cocheiras de animaes de tracção e um picadeiro, em construcção, medindo 25 metros de comprimento por 12 de largura.

Os visitantes se detiveram alguns momentos observando essas obras, que muito apreciaram, seguindo depois para o Deposito de Recrutas.

Ahi está sendo feito um grande melhoramento, com o aterro parcial de uma sanga que desce junto ao quartel actual, separando-o da linha de tiro, com a qual as communicações são estabelecidas por meio de pontes.

Foi construído um boeiro de pedra secca, com a extensão de 84 metros e secção transversal de um metro e aterrada a sanga na mesma extensão.

Desse trabalho resultam vantagens não só quanto às communicações da Linha com o Deposito, como quanto á salubridade e mesmo ás condições de segurança do edifício em que se alojam actualmente os recrutas, pois a erosão das águas já chegava aos alicerces.

É pensamento do commando da Brigada Militar augmentar o aterro, a fim de demolir uma ponte da avenida que dá accesso á Linha.

Esse melhoramento torna-se necessario sobretudo depois de installados os recrutas no quartel que se está construindo ao lado da Linha.

Serão também plantadas mudas de arvores florestaes, como cedros, jacarandás, louros e outras, para sombra e ornamento do local.

Ao lado da Linha do Tiro está sendo construído o quartel que o governo do Estado mandou construir para o alojamento dos recrutas e grupo de metralhadoras, a ser creado brevemente.

Existe também uma construcção recentemente terminada, que é o deposito de munições.

A Linha de Tiro foi percorrida pelos visitantes, tendo o tenente-coronel Trogillio de Oliveira observado attentamente as installações e sobretudo os abrigos dos marcadores.

No “stand” viam-se metralhadoras de quatro systemas, com as quaes a força estadual fez experiências, de que temos dado noticias.

Na Linha de Tiro achavam-se duas companhias do 3º batalhão, uma commandada pelo capitão Accacio de Almeida e outra pelo tenente José Flores da Silva. Essa força fazia exercícios de tiro ao alvo.

Sahindo da Linha, os visitantes estiveram na antiga Estação Agronomica, onde estão actualmente installados um deposito de materiaes e cocheiras.

Nesse local foi visto um jumento hespanhol, importado ha quatro mezes, para a cria de muares.
Dahi regressaram os visitantes á cidade, trazendo a impressão agradavel que sempre causa aquelle proprio estadual, onde dia a dia se introduzem novos e importantes melhoramentos, que o transformam completamente, tornando mais completa a sua adaptação aos fins a que é destinado.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 044, de 21/02/1914, página 4 – *mantida a grafia da época

** O Decreto Municipal nº 290, de 20 de setembro de 1934, estabeleceu: “Art. 1º – Fica substituida por “Coronel Apparicio Borges”, a denominação da Rua Dois Irmãos, situada no 5º Distrito Municipal, entre os arrabaldes da Glória e Partenon”.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Construção de Represa para abastecimento de água dos quartéis localizados na Chácara das Bananeiras – em 1914

A Federação, no dia 21 de fevereiro de 1914, sabado, noticiava:

Abastecimento d’agua

A Brigada Militar do Estado mandou, ha tempo, construir uma caixa d’agua e respectiva canalisação na Chacara das Bananeiras, para abastecimento á Linha de Tiro, Deposito de Recrutas e suas dependencias.

Com o desenvolvimento natural que tiveram os serviços a cargo do Deposito de Recrutas, foi necessario ampliar aquella installação.

Nessas condições, o coronel Cypriano Ferreira, commandante geral da Brigada ordenou a construcção de uma represa no “Arroio Ferradura”, a fim de recalcar a agua desse regato, que é de optima qualidade, para a caixa já em funccionamento;

Essa installação complementar constará da construcção da represa já referida, uma casa para a bomba, caldeira e residência do machinista.

A represa, distando, um kilometro da Caixa já construída, será ligada a esta por um encanamento de duas pollegadas de diâmetro, canos galvanisados.

A bomba a empregar será a do typo “Worthington e caldeira horizontal Gonçal Surice, que deverá recalcar, em 10 horas de funccionamento, de 60 a 70 metros cúbicos d’agua.

Para a execução desse serviço, a Assistência do Material, de ordem do Commando Geral, abriu concurrencia publica, que se encerrou a 18 do corrente.

Apresentaram propostas para essa construcção, compromettendo-se a executal-a pelos seguintes preços:

Alliança do Sul, 12:375$000; Bromberg & C., 15:530$000; Lima & Martins, 11:500$000.

Foi preferida esta ultima por ser mais vantajosa, devendo, hoje, ser assinado o respectivo contracto.
Com essa instalação complementar a administração do Deposito de Recrutas disporá, diariamente, de 100 m³ d’agua para o consumo daquelle estabelecimento, que dará
sufficientementc para as suas necessidades.

O serviço deverá ser entrego em perfeito funccionamento dentro de 60 dias.

Devido as sinuosidades do terreno, o encanamento passará, em diversos pontos, sobre postes de alvenaria ou de ferro, onde serão colocadas valvulas para a retirada de corpos estranhos que se possam depositar na parte syphonada.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 044, de 21/02/1914, página 3 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Instruções para o serviço de Padioleiros – Parte III

A Federação, no dia 20 de fevereiro de 1914, sexta-feira, noticiava:

BRIGADA MILITAR

Instrucções para o serviço de padioleiros – Parte III

Instrucções para o serviço de padioleiros, em manobras e em campanha, na Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, contendo breves noções sobre os primeiros soccorros, prestados a feridos e doentes.

Este trabalho foi elaborado pelo capitão medico da Brigada – dr.  Armando Bello Barbedo – por determinação do sr. coronel dr. Cypriano da Costa Ferreira, commandante geral da Brigada Militar.

Meios improvisados de transporte de feridos ou doentes

Para o transporte de feridos e doentes nos combates ou manobras há, além dos meiois technicos adequados a esse serviço os meios improvisandos ou de occasião, que são de transporte a braço e em padiolas improvisadas, por meio de varas, cordas, saccos, peças de fardamento, equipamento, armamento, etc. Sabe-se que nem sempre a intensidade do fogo nos combates e a situação dos combatentes entre si permittem a retirada immediata dos feridos e doentes cujas vidas ficam assim em maior perigo; em outros casos, os accidentes do sólo concorrem para difficultar o transporte e ás vezes, a propria natureza do ferimento o impossível pelos meiois de occasião, não podendo assim esses infelizes feridos receber um primeiro soccorro indispensável. Entretanto um transporte improvisado com arte e um primeiro soccorro aplicado com habilidade, transforma ferimentos graves em leves accidentes, dando logar, ás vezes, a salvar muitos soldados da imminencia da morte.

Os accidentes do terreno, ou obstáculos por ventura ahi encontrados ou ainda a falta da padiola impõem, ás vezes, o transporte dos feridos a braço e em grandes distancias, o que o torna penoso.

Vê-se desde logo que o transporte a braço por um só padioleiro, aliás de uso frequente só pode ser feito por um homem vigoroso e tendo de percorrer pequenas distancias. Ha dous modos de conduzir assim um ferido, cujos processos se acham claramente descriptos na lnstrucção de Padioleiros, em manobras e em campanha, em vigor, actualmente no Exercito Nacional.

Estas instrucções a elles se reportando, adoptarão o methodo seguido na Escola de Enfermeiros e de Padioleiros Militares do Serviço de Saúde do Exercito Francez, considerado um bom manual technico desse ramo de serviço militar.

1º processo – transporte ás costas – O padioleiro põe o joelho em terra diante do ferido e de maneira a dar-lhe as costas.

O ferido passa-lhe os braços em torno do pescoço e o padioleiro, segurando-o pelas curvas das pernas, iça-o ás costas e levanta-se. Para facilitar o movimento de levantar poderá o padioleiro procurar um ponto de apoio na frente e ajudar-se com um bastão ou com o próprio fuzil.

2º processo – transporte a braço – O padioleiro, collocado junto do ferido põe o joelho em terra e passa lhe o braço sob os rins e as nadegasa; o ferido, por seu turno, passa os braços em redor do pescoço do padioleiro, se levanta, firmando-se na perna não flexionada.

Observação – O transporte ás costas é preferível ao transporte a braço, mas é preciso que o doente possa auxiliar o padioleiro e tenha forças pura bem firmar-se no pescoço do mesmo.

No transporte a braço por dous padioleiros, o ferido póde ser transportado em duas posições: sentado ou deitado.

1º methodo – sentado – Dois processos pódem ser empregados: a duas ou a quatro mãos,

1º processo – transporte a duas mãos – Os padioleiros põem o joelho em terra, ao lado do ferido, que é collocado de cócoras.

Unem primeiro as mãos que estiverem dirigidas para os pés do ferido e passam-nas por baixo das nadegas; em seguida cruzam as outras duas por sobre o dorso do mesmo, que passa os braços em torno do pescoço dos padioleiroa, se puder, e apenas um, quando for o ferimento situado num dos membros superiores.

Á voz – Sentido – Levantar – os padioleiros se levantam.

Á vóz – Em frente – Marche – o da direita rompe a marcha com o pé direito e o da esquerda com o esquerdo.

2º processo – transporte á quatro mãos – Si o ferido tiver forças para auxiliar-se e puder servir-se dos braços, farão os padioleiros uma cadeirinha com as mãos, o que permittirá um transporte mais commodo.

Os padioleiros, collocados ao lado do ferido, põem o joelho em terra, e cada um segura o seu punho esquerdo com a mão direita e depois, com a mão livre, segura o punho livre que o companheiro lhe apresenta.

Assim formada a cadeirinha, o ferido procura sentar-se pelo modo mais fácil, passando os braços em torno dos pescoços dos padioleiros ou por baixo dos braços.

Á vóz – sentido – Levantar – os padioleiros levantam-se.

Este modo de transporte é não somente mais commodo para o ferido do que o transporte a duas mãos, como também menos fatigante para os padioleiros, que poderão assim vencer maiores distancias com esforço menor.

Observação – Póde-se substituir as mãos por um anel de corda ou de palha trançada, ou ainda por um pedaço de panno rectangular, cujas extremidades são cosidas em redor cylindros de madeira.

Os padioleiros que com uma das mãos livres, della se servem para sustentar o dorso do ferido.

2º methodo – Posição deitada – Tres processos podem ser empregados:

1º processo – Os padioleiros são collocados um de cada lado do ferido.

2º processo – Os padioleiros são collocados ambos do mesmo lado do ferido .

3º processo – O ferido é mantido pelas extremidades.

Os padioleiros collocam-se da seguinte forma: o n.1 entre as pernas do ferido, o n. 2 por traz da cabeça. Tendo posto um joelho em terra, o n. 2 levanta a cabeça do ferido, que aplicca contra seu próprio peito, passa os braços de traz para deante por baixo dos braços do mesmo, cruzando as mãos por diante do peito.

O n. 1 pende o corpo para a frente, voltando as costas ao ferido e ao padioleiro n. 2 , que segura-lhe as pernas, passando as mãos de fora para dentro pelas curvas.

Á vóz – Sentido – Levantar – os dois padioleiros se levantam.

Á vóz – Em frente – Marche – rompe a marcha com o mesmo pé.

(Continua)

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 043, de 20/02/1914, página 6 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO – Instruções para o Serviço de Padioleiros – Parte II

A Federação, no dia 18 de fevereiro de 1914, quarta-feira, noticiava:

BRIGADA MILITAR

Instrucções para o serviço de padioleiros – Parte II

Instrucções para o serviço de padioleiros, em manobras e em campanha, na Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul, contendo breves noções sobre os primeiros soccorros, prestados a feridos e doentes.

Este trabalho foi elaborado pelo capitão medico da Brigada – dr.  Armando Bello Barbedo – por determinação do sr. coronel dr. Cypriano da Costa Ferreira, commandante geral da Brigada Militar.

Preliminares

Durante a conducção dos soccorridos, qualquer que seja a topographia do terreno, deve-se dar á padiola, sempre que fôr possível, posição horizontal, aprendendo préviamente os padioleiros com o respectivo instructor as regras a observar na transposição de obstáculos, na uniformidade do passo, na passagem de um fosso, etc. (manobras muito bem ensinadas e postas em pratica por M. Cesary, um dos chefes da Escola de Applicação de Medicina Militar de Val-de-Grace).

Nas subidas e descidas muito ingremes, deve-se ter o cuidado de conservar sempre em posição mais alta a cabeceira, flexionando ou alongando para isso os braços e as pernas.

Quanto ao tempo necessario para transportar um ferido ou doente do campo de batalha ou de manobras ao Posto de Soccoros, conforme experiencias de Longmore a esse respeito, está calculado que são necessários, na média, numa distância de 1.200 a 1.800 metros, em terreno plano, 26 minutos; levando mais 18 para o regresso, o trajecto completo da padiola gastará, pois, 44 minutos. Accrescentando-ae a esse tempo mais 12 minutos, para dar ao ferido ou enfermo os soccorros imediatos e imprescindiveis, conclue-se que são precisos 60 minutos ou uma hora para vir uma padiola, transportando um ferido ou enfermo do campo ao Posto de Soccorro e voltar vasia ao ponto de onde partiu. Vê-se pelo exposto que, uma guarnição de quatro homens não poderá transportar, durante um dia, mais de doze a quinze feridos, dado que faz ver que é bastante insuficiente este modo de transporte, desde que haja numero considerável de feridos ou doentes; mas, deve-se ter em conta que muitos destes podem por si transportar-se, sem serem carregados por padioleiros; resulta, pois, o quanto é importante não perder tempo e andar nesse serviço com muita actividade, especialmente havendo affluencia de feridos.

Em regra geral, devem ser transportados em primeiro logar os feridos com hemorrhagias graves e os que forem atingidos por ferimentos da cabeça, pescoço, tronco ou membros inferiores.

Nas considerações acima não levamos em conta o tempo variável que pode ser gasto na exploração do campo de combate, feita pelos padioleiros na procura de feridos que podem se achar nos logares onde foram feridos ou em outros pontos, a que foram ter por instincto de conservação própria, procurando occultar-se em obstáculos naturaes, depressões do terreno, casa, material bellico, etc., conforme a situação dos combatentes. O tempo desse serviço ainda pode variar, uma vez que seja feito á noute, attentas ás dificuldades produzidas pela escuridão, apezar dos recursos da luz artificial, algumas vezes de uso difficil e inconveniente.

Na guerra russo-japonesa, refere Matignon, os japoneses supprimiram os meios de illuminação, por despertarem a attenção do inimigo.

Para auxiliar ou facilitar a procura dos feridos é habitual o uso de gritos repetidos, e com intervallos regulares para se fazerem entender e chamar os padioleiros; M. de Beaufort teve a idea de munir cada soldado de um apito, por meio do qual poderia pedir soccorro em caso de achar-se o ferido no campo, em estado de não poder andar, nem fallar. Matignon imaginou adaptar um apito na placa de identidade, usado em alguns exércitos.

Na busca de feridos ou doentes, podem ser empregados os cães sanitários, que bons serviços prestam.

O major médico dr. Bichelonne e o capitão Tollet citam preciosos serviços prestados pelo cão sanitario, em varias guerras, o qual tem sido introduzido em muitos exércitos, onde recebe a competente instrução e faz bellos exercicios.

A França, Belgica, Hollanda, Suecia, Italia, Allemanha, etc. possuem seus cães sanitários já experimentados com excellentes resultados nas guerras anglo-boer e russo-japoneza, segundo escreveu o dr. Berthier, em 1910. Vem a propósito lembrar que nas batalhas prolongadas ou em que o serviço de remoção de feridos e doentes seja interrompido por haver fogo muito intenso e continuado, será de vantagem que os padioleiros conduzam comsigo embornaes com um pequeno farnel (pão, biscoutos, bolachas, etc.) a fim de levantar as forças dos feridos que porventura não tenham se alimentado por muitas horas e se achem transidos de fome ou muito enfraquecidos.

Todo o material de serviço affecto ás secções de padioleiros terá pintado, emlogar conveniente, uma cruz vermelha, com dimensões proporcionaes. Cada carro ambulância terá, além disso preso em pequena haste, no flanco esquerdo da boleia, um galhardete de flanela branca contendo no centro o mesmo symbolo.

Como se vê pelo exposto, não possuindo a Brigada, de accôrdo com sua organização, um corpo especial de padioleiros, ficou o pessoal desse serviço constituído pelo das musicas. Dessa dependencia decorre que não pode haver apurado rigor na exigência dos predicados indispensáveis ao padioleiro. O pessoal desse serviço, vindo da musica para a qual entrou directamente, isto é, com deveres muito diversos, nem sempre poderá reunir em si as condições physicas, Moraes e intellectuaes que tanto exaltam o cargo do padioleiro, cujas funcções vae, cumulativamente, desempenhar.

Observação

O modo de remover os feridos ou enfermos do local onde foram encontrados para a padiola, cujo transporte deve ser executado, variando as manobras, conconforme forem empregados nesse serviço dous ou três ou quatro padioleiros; as manobras para apear os feridos de cavallaria ou para conduzil-os á Cavallo ao Posto de Socorro; o modo de installar os soccoridos na padiola e as precauções a tomar no seu transporte, etc., são assumptos que ficam reservados á instrucção dos padioleiros dadas nos corpos na qual o respectivo medico poderá dar-lhes maior desenvolvimento, habilitando o pessoal para a execução desse serviço.

As noções technicas ministrada na instrucção aos padioleiros são semelhantes em todos os exércitos e o respectivo programma é quase sempre modelado pelo da Prussia, que versa especialmente sobre os pontos seguintes:

Primeiro – Organisação e estructura geraes do corpo humano. Situação dos differentes órgãos. Trajecto das principais artérias.

Segundo – Principaes lesões traumáticas que se encontra no campo de batalha, accidentes mais frequentes e perigosos destas lesões e que exigem soccorros immediatos. Indicação dos signaes da morte apparente.

Terceiro – Meios fácceis de reconhecer as contusões, fracturas simples e complicadas, luxações e as diferentes especies de feridas nas diversas partes do corpo. Phenomenos que as acomapanham.

Quarto – Material para curativo. Indicações dos apparelhos que se deve empregar nos differentes casos, para os primeiros soccorros no campo de batalha.

Quinto – Os trabalhos praticos, mais importantes, cujos exercícios devem ser dados aos padioleiros, são:

  1. B) Curativo simples das feridas nas diversas partes do corpo, meios de contenção das fracturas.
  2. C) Retirada dos feridos do campo de batalha; precauções que se devo tomar nos ferimentos graves. Auxilio aos feridos que se podem transportar aos Postos de Soccorros. Os melhores meios de transporte dos feridos, a braço e em padiolas. Modo de accommodar os feridos para o seu transporte, nos casos de ferimentos da cabeça, tronco ou extremidades. Installação dos feridos nas padiolas de roda, cacolets, liteiras, etc. Cuidados a ter nestas circumstancias. Cuidados a tomar durante o transporte. Desembarque e transporte dos feridos a seus destinos. Formações militares etc.

Pacote de curativo individual – Consta geralmente de uma pelota de estopa, uma compressa de gaze, uma atadura de algodão, todas bichloruradas, um pedaço de tecido impermeável e dous alfinetes de segurança. É tal a sua importancia nos combates que, sua applicação bem feita, é a causa muitas vezes da salvação de um ferido.

O illustrado medico militar do nosso Exercito, general de brigada graduado dr. Affonso Faustino – na traducção de um artigo, publicado no Boletim Mensal do Estado Maior do Exercito Nacional, relativamente a serviço de saúde em campanha, faz resaltar a importância do pacote de curativo individual, cujos beneficios ficaram em destaque notável na recente guerra dos Balkans. E, diz elle – certamente é consolador saber que, graças a este pequeno pacote de curativo o ao methodo de abstenção adoptado pelos médicos militares francezes, o numero das complicações infecciosas graves e das consequencias más das feridas ficou reduzido além de toda a espectativa.

Diz mais – que o professor dr. Montprolit observou, pela acção do curativo individual com ou sem applicação iodada, a cura por primeira intenção das peiores feridas (feridas transversas dos membros, peito abdômen e do craneo).

18 01 1914 - Manobras da BM - Sv Saúde B

18 01 1914 - Manobras da BM - Sv Saúde E

(Continua)

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 041, de 18/02/1914, página 5 – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – 3º Batalhão de Infantaria da Brigada Militar faz instrução na Linha de Tiro – em 1914.

A Federação, no dia 17 de fevereiro de 1914, terça-feira, noticiava:

Linha de Tiro

O commandante do 3º batalhão da Brigada Militar communicou ao commandante geral daquella força que seguiram ante-hontem, para Linha de Tiro as 1ª e 2ª companhias do seu batalhão, sob o commando dos capitães Manoel Christovam Gomes e Felicio Augusto de Almeida.

Fonte: Jornal A Federação, ano XXXI, edição 040, de 17/02/1914, página 5 – *mantida a grafia da época