A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Inauguração do retrato do Comandante Geral da Brigada Militar, Coronel Cypriano Ferreira.

Correio do Povo, no dia 7 de novembro de 1911, terça-feira, noticiava:

Inauguração de um retrato – No salão de honra do quartel do commando geral da Brigada Militar foi, hontem, inaugurado um retrato do coronel Cypriano Ferreira, commandantre dessa milicia estadual. Esse retrato, ao bromuro, confeccionado, por ordem da officialidade da Brigada, no reputado Atelier do cav. Virgilio Calegari, esteve exposto durante alguns dias, em uma das Vitrines da Casa Bahiana. A sua inauguração, no salão de honra do quartel, foi solemne, a ella assisitindo o coronel Cypriano e a oficialidade da Brigada. Após esse acto, foram servidos finos charutos e uma taça de champagne a todos os presentes, falando, por essa occasião, o tenente-coronel Affonso Emilio Massot, que ofereceu o retrato. O coronel Cypriano, usando da palavra, agradeceu a manifestação de apreço de que era alvo, por parte dos seus commandados. A escolha do dia de hontem, para a inauguração do retrato, foi feita por assignalar elle mais um anniversario da data do combate das Trahyras, a 6 de novembro de 1894. Nesse combate onde as forças republicanas sairam victoriosas, tomou parte o coronel Cypriano, como commandante do 2 batalhão de infantaria da Brigada.

* bromuro = cópia fotográfica provisória

Fonte: Jornal Correio do Povo – Coluna “Há um século no Correio do Povo” – Mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Brigada Militar realiza manobras militares em Gravataí.

Manobras da Brigada Militar

As manobras da Brigada, correspondentes ao corrente anno, effectuar-se-ão na quinzena do mez fluente, nos campos de Gravatahy, estabalecendo-se os acampamentos á margem direita do Arroio da Fabrica.

Existem ali bellos e extensos capões e excellente aguada.

Fonte: Jornal A Federação, edição 258, de 06/11/1913, página 3. – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – 3º Batalhão de Infantaria da Brigada Militar – Revista de Instrução.

A Federação, no dia 06 de novembro de 1913, quinta-feira, noticiava:

Revista de Instrucção

O coronel Cypriano Ferreira, commandante geral da Brigada, passou hontem revista de instrucção no 3º batalhão de infantaria do commando do tenente coronel Aristides da Camara e Sá.

A revista effetuou-se no Campo da Redempção, tendo o referido batalhão executado, do ordem do coronel Cypriano, variados exercicios, merecendo do mesmo os mais francos elogios.

Trabalhou também com o batalhão o major Leopoldo Ayres de Vasconcellos.

Fonte: Jornal A Federação, edição 258, de 06/11/1913, página 3. – *mantida a grafia da época

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Vencimentos remetidos ao destacamento do 2º Batalhão de Infantaria, em Conceição do Arroio.

A Federação, no dia 04 de novembro de 1916, segunda-feira, noticiava:

Vencimentos remettidos – O alferes comandante do destacamento do 2º batalhão de infantaria, estacionado em Conceição do Arroio, comunicou ao comando geral da Brigada Militar que recebeu, por intermédio do sr. Oscar Gayer, a quantia de 2:249$520, importância de seus vencimentos e dos das praças do dito destacamento, relativos ao mez de setembro findo, tendo effectuado o respectivo pagamento sem novidades.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 257, de 04/11/1916, segunda-feira, página 5

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Ex-Presidente dos Estados Unidos visita quartéis da Brigada Militar.

A Federação, no dia 04 de novembro de 1913, terça-feira, noticiava:

THEODORO ROOSEVELT (EX-PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS)

A sua chegada – Homenagens

Conforme havíamos noticiado, chegou, ante-hontem, ás 8 horas da manhã, a esta capital, vindo de S. Paulo em trem expresso da Sorocabana, o illustre homem de Estado americano, Sr. Theodoro Roosevelt**.

Pouco antes haviam formado em frente á estrada de ferro uma companhia de guerra do 1º batalhão da Brigada Militar, commandada pelo capitão F. Varella e a escolta da Presidencia, sob o commando do capitão Galant.

O sr. Roosevelt foi recebido na gare da Viação Ferrea por um grande numero de pessoas de alta posição social, entre as quaes … coronel dr. Cypriano Ferreira, commandante da Brigada

O sr. Roosevelt admirou a cavallaria da Brigada Militar e teve phrases elogiosas para o garbo do capitão commandante.

Dahi dirigiram-se todos ao quartel de infantaria da Brigada, na praia de Bellas, onde o aguardavam os officiaes do 2º e 3º batalhões, com os tenente-coronéis Masssot e Aristides Sá á frente.

Uma companhia de guerra, sob o commando do capitão Accacio de Almeida prestou as honras militares.

Durante a visita tocou uma banda de musica no pateo do quartel.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, edição 256, de 04/11/1913, página 5. – *mantida a grafia da época

**O 26º Presidente dos EUA, de setembro de 1901 a março de 1909.

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Novo Plano de Uniformes – II

A Federação, no dia 01 de novembro de 1916, quarta-feira, noticiava:

Uniformes da Brigada Militar – A convite do sr. Francisco Soares, alfaiate da Brigada Militar, fomos hontem, apreciar alguns uniformes do novo plano, mandados ultimamente a adoptar nessa corporação.
Ali vimos, entre outras, uma bellissima túnica de panno mescla que sobre ser de feitio simples e elegante, tem a grande vantagem de custar a metade do preço das que ainda estão sendo uzadas.
Numa mesma tunica póde-se conseguir dois números de uniformes, bastando apenas substituir as platinas de panno pelas de metal e accrescentar os galões.

A calça que é do mesmo panno da tunica, tendo uma listra garance em cada perna, é unica para todos os números de uniformes e fica de grande effeito, uzada com a túnica de brim mescla.

O gorro, da mesma cor que a túnica e a calça, com listra garance e galão dourado, tendo á frente as armas de trinta e cinco, semelhante ao que está sendo uzado no Exercito, custa menos da metade do preço dos actuaes e são confeccionados com muito esmero.

Para avaliar-se da vantagem da adopção desse plano de uniformes, basta que se saiba, que só em janeiro do anno vindouro, por occasião de serem pagos os novos uniformes faz a Brigada Militar a economia de oitenta e poucos contos para os cofres do Estado.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edição 254, de 01/10/1916, quarta-feira, página 4

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Mensagem do Presidente do Estado à Assembleia dos Representantes

A Federação, no dia 19 de outubro de 1916, quinta-feira, noticiava:

MENSAGEM DO PRESIDENTE DO ESTADO*

*“Mensagem enviada á Assembléa dos Representantes do Estado do Rio Grande do Sul pelo Vice-Presidente em exercício, general Salvador Ayres Pinheiro Machado, na 4ª Sessão Ordinária da 7ª Legislatura, em 20 de setembro de 1916.”

BRIGADA MILITAR

A força publica do Estado tem-se mantido sempre no mesmo apuro de disciplina e de instrucção, obedecendo a excellente organização.

Milicia abnegada e valorosa, desde a sua formação, quando composta em periodo agitado e de transição da nossa vida politica, continua a prestar, como elemento de manutenção da ordem, extraordinários serviços á causa publica.

Quando as instituições riograndenses que nos regem foram perigosamente ameaçadas por assaltos de natureza material, a Brigada Militar, deste Estado, concorreu extraordinariamente para reforçar o governo legal que entre nós conseguiu defender e consolidar o regimen republicano.

É de hontem esse saliente papel desempenhado pela patriótica milícia estadual, que, então, se bateu com o maior denodo o ardor, em sangrenta campanha, pela victoria da nossa causa republicana.

Terminada a lucta, com o mesmo garbo de outrora, melhorando, dia a dia, dentro dos limites da maior economia, a situação desses desinteressados servidores da pátria, o benemerito governo do Rio Grande do Sul mostrou, de constante, o maior empenho em dar aos soldados da Brigada Militar – bom alojamento, boa comida, bom vestuário e bom hospital.

Dentro do possível, dentro do exequivel, dentro do que de perto se refere às conveniencias do momento, ás necessidades reaes do Rio Grande para o serviço de manutenção da sua ordem interna, todas as grandes aspirações de sua força publica teem sido attendidas.

A conducta da Brigada Militar, em todos os tempos, quer dos officiaes, quer dos seus soldados, tem sido exemplar, o que honra o Rio Grande e o renome de que goza a sua brilhante milícia estadoal.

Disciplinada, ordeira, bem apparelhada e competentemente dirigida, quer na séde dos seus corpos, nesta capital, e outras cidades, quer nos seus diversos destacamentos, quer durante as diligencias que lhe têm sido commettidas,- o mesmo attestado de bôa conducta e de exacto cumprimento do dever tem sido passado por autoridades federaes, estaduaes e municipaes, de  modo honroso para a valorosa Brigada Militar.

Os nossos amigos, coronel Affonso Emilio Massot, que exerce actualmente o alto commando geral dessa milicia, e, respectivamente, seus auxiliares, os commandantes de corpos, tenente-coronel Francelino Cordeiro, do 1º batalhão de infantaria, major Gregorio Portuguez, interino do 2º batalhão de infantaria, tenente-coronel Aristides da Câmara e Sá, do 3º batalhão de infantaria, tenente-coronel Claudino Nunes Pereira, do 1º regimento de cavallaria, tenente-coronel Juvencio Lemos, do 2º regimento de cavallaria, capitão Mirandolino Machado, do Grupo de Metalhadoras, o capitão Lourenço Galant, da Escolta Presidencial, – teem mantido e estão imprimindo uma excellente feição moderna no que tóca á instrucção militar dos seus subordinados, seja na sua parte pratica, seja quanto ao seu ensino theorico e educação moral.

Os officiaes do Exercito que prestam serviço na força estadoal como instructores, assim se exprimiram no relatório concernentes ao ultimo exercício de 1915, tratando das revistas de instrucção que encerraram o respectivo anno de preparação militar:

“Os resultados não podiam ser melhores. Os programas que mandastes executar, o foram fielmente, e em um dos corpos em revista, o exame durou três dias, tal o rigor observado. Si bem que ainda incompletos, feitos a titulo de experiência, os programas eram relativamente vastos e nos corpos da capital as revistas duraram do amanhecer até a tarde, quase sem descanso.”

Si, por um lado, isso fala muito bem sobre a instrucção da força, por outro lado no atinente a sua disciplina, as referencias officiaes e extra-officiaes, são todas deste theor:

“A exclusão do pessoal vicioso, a seleção na admissão do voluntariado, a difusão do ensino nas escolas regimentaes, contribuindo para diminuir a percentagem de analphabetos, a instrucção moral por meio de palestras, são, sem duvida, factores importantes que muito teem influído para tornar cada vez mais digna de nota a conducta militar do Soldado da Brigada.

A imprensa, quer da capital, quer da campanha, mesmo aquella que nos é mais infensa, dificilmente registra ocurrencias que possam ferir a fundo a força publica do Estado, quanto á sua disciplina.

Tem sido inalterada a harmonia que conserva a Brigada Militar com as demais corporações armadas da Republica.

Elemento de ordem, de contribuição valiosa e util á estabilidade e a uma bôa organização social, eis o que a respeito da Brigada Militar consigna a eloquente mensagem do nosso illustre amigo general Salvador Pinheiro Machado, vice-presidente do Estado, em exercicio, em um dos seus capitulos:

“Esta milicia continua a manter os créditos que soube firmar pela sua disciplina exemplar, instrucção e moralidade.

Compõe-se de corpos de infantaria, na Capital, de dois regimentos de cavallaria; o 1º estacionado provisoriamente no Rosario, para onde seguiu, por motivos de ordem publica, em outubro do anno passado, e o 2º em Livramento, desde sua organisação, em fevereiro de 1913.

Ambos têm prestado bons serviços, attendendo com presteza ás necessidades que reclamam seu auxilio.

Pelo decreto n. 2.172, de 25 de janeiro ultimo, foi dada nova organização á Brigada, supprimindo a grande banda e passando a escolta presidencial a formar uma unidade á parte, desligada do effectivo do 1º regimento.

Deram bons resultados as revistas de instrucção, com que foi encerrado o anno de preparação militar, effectuadas nos corpos, em substituição ás manobras de conjuncto. Para obtenção desse resultado muito concorreram os commandantes de corpos e chefes de unidades e os officiaes do Exercito, instructores militares.

A instrucção da força é dada nas escolas regimentaes e a dos officiaes e inferiores no Curso de Ensino, recentemente crendo, que funcciona á noite, em salas da Escola Complementar.

A biblioteca da força possue 512 obras com 805 volumes.

A machina “Sub Target” vinda dos Estados Unidos foi ensaiada com êxito no preparo da tropa no tiro de guerra verificando-se pela sua aplicação, completa economia em munição e apreciáveis resultados, obtidos em porcentagem nos diferentes alvos.

Na chacara das Bananeiras foi preparado um campo de demonstração de trabalhos de campanha, no qual as praças apprendem directamente a construir trincheiras, fortificações, rêdes de fio de arame farpado e varios outros meios de organisar defezas e occultarem-se ás vistas do adversario.

Os estabelecimentos militares ali situados receberam diversos melhoramentos, dentre os quaes destaca-se a illuminação electrica, inaugurada em 27 de maio ultimo.

Naquelle proprio do Eistado, que possue regular extenção de terras, onde se faz plantio reproductico de forragens, vae ser ensaiada a cultura de diversos arvores.

Foram melhoradas varias dependencias do Hospital, onde a assistência medica é assidua e proficua.

Infelizmente o tuberculoso continua a offerecer o maior quociente na mortalidade, entre os incapacitados e mortos fez 81 victimas, sendo 70 daquelles o 11 destes.

Por decreto n. 2.107, de 26 de setembro do anuo passado, foi expedido o regulamento para os internos do mesmo Hospital.

Os quartéis dos corpos estacionados na capital receberam reparos e melhoramentos indispensáveis, estando próxima a conclusão do da chacara das Bananeiras, onde acha-se alojado o Grupo de Metralhadoras.

O de Santa Maria está sofrendo reformas para alojar o 1º regimento de cavallaria.

O 2º regimento da mesma arma continua occupando ainda o quartel provisorio, de madeira.

Em 29 de outubro do anno findo, expedi decreto regulamentando o serviço interno do picadeiro.

Annexo ao quartel de infantaria funcciona o posto medico-cirurgico, creado para attender os casos de urgência.

Além do serviço que lhe é peculiar, a Brigada fez guarda aos estabelecimentos federaes em novembro e dezembro de 1915 e acompanhou naquella época, com elogiosas referencias do chefe da Região Militar as manobras das forças do Exercito.

No intuito de adestrar as praças no serviço e obras de sapa, acompanhando de perto os modernos methodos de guerra, e aproveitando simultaneamente, esses trabalhos para beneficiamento de estradas de rodagem e canaes, o Governo do Estado, traduzindo o pensamento do preclaro Presidente dr. A. A. Borges de Medeiros, resolveu fazer seguir para Conceição do Arroio e Guaporé contingentes da força publica, que ali se acham em plena actividade.

A disciplina rigorosa, a exclusão do pessoal viciado, a selecção na admissão do voluntariado, a diminuição da porcentagem de analphabetos e a educação moral, por meio de palestras sobre assumptos nacionaes, tem sido factores poderosos e que muito contribuíram para o justo renome da força.

**Mantida a grafia da época

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edições 224, de 27/09/2016, pág. 1 e 243, de 19/10/1916, quinta-feira, pág.

 

A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Novo Plano de Uniformes – I

A Federação, no dia 17 de outubro de 1916, terça-feira, noticiava:

BRIGADA MILITAR

NOVO PLANO DE UNIFORMES

O commandante geral da Brigada Militar, tenente-coronel Affonso Emilio Massot; fez baixar hoje, a seguinte ordem do dia, modificando os typos de uniformes da Brigada Militar:

Ordem do dia n. 104 — Para conhecimento e devida execução publico o seguinte:

PLANO DE UNIFORMES – Considerando que a Brigada Militar usa vários, typos de uniformes para officiaes e praças que não se harmonisam nas côres; que a despeza com esses uniformes vae além do necessário para que a força ande bem fardada; que a adopção de uma unica côr e tactica para os uniformes de todas as armas tanto para o tempo de paz como para o de guerra é ideia vencedora entre os exercitos europeus em lucta e já posta em pratica como resultado da experiencia; considerando mais que a côr mescla satisfaz plenamente sendo tactica por excellencia, como
está verificado na nossa força, em exercicios de campanha, propoz este commando ao exmo. sr. general vice-presidente do Estado, em exercício, fosse essa côr adoptada para os uniformes dos officiaes e praças e alterado o plano actual reduzindo-o de muitas peças, tornando-o mais simples, ao mesmo tempo que mais economico.

A Secretaria de Estado dos Negócios do Interior e Exterior, por officio n. 1128 de 6 do corrente, communicou ter sido adoptado o plano de uniformes proposto, que publico para os devidos fins, devendo entrar em vigor no próximo anno de 1917.

PARA OFFICIAES

1º – Gorro redondo, tunica de panno mescla com platinas de metal amarello, calça de panno mescla, espada com bainha de metal branco, fiador de couro preto envernizado, com guias de couro preto envernizado, luvas marron e cothurnos de couro preto.

2º – Tunica de panno ou flanella mescla com platinas postiças da mesma fazenda, calça de panno ou flanella mescla, e as demais peças como no 1º uniforme.

3º – Tunica de brim mescla; as demais peças como 1º uniforme.

ESPECIFICAÇÕES
Gorro
– Modelo considerado universal, confeccionado em panno mescla com uma cinta garance de 0m,05, pala côncava ou curva de sola envernizada, typo búlgaro, com 0m,05, na maior largura, jugular, de sóla envernizada presa por botões dourados pequenos; distinctivos do posto em soutache dourado colocados sobre a cinta, a partir de cima para baixo ; o emblema das armas de 35 na frente ao centro, disposto de maneira a ficar metade occupando a cinta e a outra metade acima desta ; abaixo do emblema e ao centro da cinta o numero ou distinctivo da unidade.

Tunica –  Fechada na frente por oito botões dourados, grandes, com duas portinholas de 0,m 11 de comprimento, com tres bicos, abotoadas por um botão dourado, pequeno e collocadas sobre bolços no peito, uma á direita e outra á esquerda, na altura da terceira casa; gola de panno garance avivada de cadarço preto com trapesios de panno ou flanella mescla de 0,m07 dr comprimento e sobre estes o distinctivo da arma; nas mangas um vivo garance; contornando os punhos, e uma carcella de 0,m 10 de altura, com tres bicos de 0,m 02 de largura e tres botões dourados pequenos; ao lado uma abertura de 0,m 20 para a espada pelo systema em uso. Somente as do 1º uniforme terá nos punhos o distinctivo do posto, em galões dourados; a do 3º uniforme será abotoada por botões encobertos, não terá vivos nem carcella, sendo a golla do mesmo brim mescla, terá quatro bolsos de chapa por fora levando os dois de cima a portinhola de bicos, fechada por um botão dourado.

Calça – Com uma lista de panno no garance, de 0,m 025.

Platinas – De metal amarelo do modello em uso, com um vivo garance para o 1º uniforme; para o 2º e 3º, de panno ou flanela mescla, sobro uma chapa com 0,m 12 de comprimento, tendo na ponta junto á gola um pequeno botão dourado; ao centro as armas de 35 e em seguida as divisas do posto em soutache dourado collocadas em forma de angulos.

Cothurnos – Cano mole de 0,m 30 de altura, de couro preto para todos os uniformes. (Continua).

PARA PRAÇAS

1º – Gorro redondo, túnica e calça de panno de flanella mescla, cothurnos.

2º – Gorro redondo, tunica de brim mescla, calça de panno ou flanclla mescla e cothurnos.

ESPECIFICAÇÕES

Gorro – Modelo egual ao dos officiaes, emn panno mescla, com a cinta garance e a pala preta envernizada ambas das mesmas dimensões da dos officiaes; o emblema das armas de 35 e o numero ou o distinctivo da unidade colocados semelhantemente aos daquelles; jugular de couro preto envernizado presa aos lados por botões pequenos, amarellos.

Tunica – Do 1º uniforme será do modelo egual a dos officiaes, sem bolsos e com as platinas da mesma fazenda, avivadas de panno garance; dois passadores do mesmo panno ou flanella, reforçados de couro, interiormente, para susterem o cinturão na altura da cintura e presos cada um na parto superior por um pequeno botão amarello; no trapesio da gola o distinctivo da arma; a do 2º uniforme terá os botões encobertos e a gola, da mesma fazenda, sem vivos, nem carcellas; os botões dos passadores serão pretos; o mais, como na do 1º uniforme.

Calça – De panno ou flanela mescla, systema culotte com uma listra de panno garance do 0m,25.

Cothurnos – O mesmo typo adoptado para os officiaes.

Capote – Será de panno alvadio, para officiaes e praças e para todas as armas; fechado na frente por cinco botões amarellos, gola deitada, capuz, presilhas na cintura e uma abertura atraz, até a cintura.
O de official terá dois bolsos verticaes, sendo o do lado esquerdo aberto para a espada; o çapuz preso por cinco botões pretos pequenos com as armas de 35; as presilhas abotoadas por dois botões dourados, grandes; a abertura com quatro botões encobertos; nos punhos os distinctivos do posto em “poly-soutache” dourado, pregados na folha de cima, em forma de angulo, tendo ao centro 0m,12 e nas extremidades 0m,09. O de praça terá o capuz preso na gola, as presilhas com dois botões amarellos, a abertura com tres botões encobertos; dois passadores do mesmo panno reforçados de couro para susterem o cinturão na cintura; sorá forrada de flanella azul até a cintura e levará um bolso por dentro; distictivos do posto como em uso, collocados conforme está determinado. Tudo de accordo com o modelo archivado.

Dragonas – Typo em, com vivo garance.

Botões – Com as armas de 35, dourados para os officiaes e de latão para as praças.

Distinctivos – Os da arma e unidade serão os mesmos em uso presentemente. Os officiaes dos Serviços auxiliares usarão os mesmos distinctivos do Estado-Maior.

Os officiaes e praças da Escolta Presidencial usarão as lanças cruzadas com bandeirolas no trapesio da gola e no gorro, abaixo do emblema.

Os sargentos instructores usarão o distinctivo de infantaria e os cabos ordenanças dos serviços auxiliares os da cavallaria.

Os distinctivos serão:

Em metal branco para os officiaes e em metal amarelo para as praças.

Divisas – De panno garance sobre um fundo de panno mescla com a fórma e dimensões já estabelecidas; os sargentos ajudantes e quartéis mestres usarão o globo do typo adoptado.

Emblema – Com as armas de 35, do tamanho em uso no kepi das praças, sendo de metal branco para
os offíciaes e de metal amarelo para as praças.

OBSERVAÇÕES:

Os officiaes, quando montados, usarão esporas de metal branco, do typo adoptado.

As dragonas só serão usadas em logar das platinas em dias de festa nacional ou estadual e em actos militares, quando for determinado, em actos civis, nos que por sua solennidade as exijam, devendo ser, nestes casos, dourado o fiador da espada.

As luvas de cor marron são as normaes para os officiaes em todos os uniformes; usal-as-ão porém, de cor branca, quando estiverem de dragonas e, de fio de escocia, também brancas, nas guardas de honra. As praças usarão luvas de algodão, brancas, nas guardas de honra e nas paradas, quando fôr determinado.

O cothurno será de verniz, para o official quando de dragonas e em todos os actos solennes que compareçam em 1º uniforme, sendo facultativo nos demais casos com este uniforme.

É facultativo aos officiaes quando não estiverem em serviço e fora dos quartéis o uso da botina.

É mantido o cordão dourado para o ajudante de ordens do Presidente do Estado, assistentes, secretario e ajudante de ordens do commando geral, ficando suprimido o cordão kaki.

Supprimem-se o caki de panno, as perneiras e polainas para officiaes e praças, as dragonas e platinas de metal para sargentos ajudantes e quartéis mestres.

Os sargentos ajudantes e quartéis mestres usarão os uniformes confeccionados de modo egual aos dos officiafs substituindo-se apenas os distinctivos do posto.

Os inferiores poderão usar em passeio e actos civis o 1º uniforme com botinas, botões dourados eguais aos dos officiaes confeccionadas a tunica e calça como as destes para o uniforme 2º.

(Assignado) Affonso Emilio Massot, tenente-coronel.

*Mantida a grafia da época.

Fonte: Jornal A Federação, Ano XXXIII, edições 241, de 17/10/1916, terça-feira, pág. 5 e 242, de 18/10/1916, quarta-feira, pág. 2