A BRIGADA, HÁ UM SÉCULO … – Brigada Militar comemora a data da Proclamação da República, em 1913.

A Federação, no dia 16 de novembro de 1913, domingo, noticiava:

A data da proclamação da Republica

Parada da Brigada Militar do Estado

Parada da Brigada Militar

Esteve irreprehensivel a parada geral da Brigada Militar realisada hontem no Campo da Redempção.

Tomaram parte nesta formatura cerca de 1.200 homens.

As forças eram compostas das armas de infantaria e cavallaria.

Ás 8 1\2 horas da manhã, chegaram ellas ao local da parada, tomando posição.

O flanco direito ficou composto pelos 1º, 2º e 3º batalhões de infantaria, commandados, respectivamente, pelos tenentes-coroneis Francellino Cordeiro, Affonso Emilio Massot e Aristides da Camara e Sá.

As praças apresentaram-se em primeiro uniforme, com luvas e polainas brancas; e os officiaes em segundo, com luvas brancas.

A cavallaria ficou postada no flanco esquerdo, sendo commandada pelo major Francisco Rath.

Toda a força ficou estendida no prolongamento da rua “Republica”, com a frente voltada para o Collegio Militar.

Commandou a parada o coronel dr. Cypriano da Costa Ferreira, estando seu estado-maior composto dos tenente-coronel Claudino Nunes Pereira, major Armando de Moraes Silveira, capitão Cândido Pinheiro Barcellos, capitães instructores Anatolio Baeckel e Emílio Lúcio Esteves, tenentes instructores Jayme da Costa Pereira e Cícero Ferreira e alferes Jorge Pelegrini Castiglioni.

Seriam 9 1/2 horas, quando os clarins deram signal de sentido, á approximação do dr. Presidente do Estado.

Quando este se achava á distancia do 50 metros da praça foi ao seu encontro o coronel Cypriano, acompanhado do seu estado-maior.

Em companhia do dr. Presidente do Estado iam no “landau” do palacio o dr. Protasio Alves, secretario do Interior, e o capitão Cassio Brum, ajudante do ordens.

O “Landau” era seguido pela escolta presidencial, commandada pelo capitão Lourenço Galant. Sua ex. foi recebido com as formalidades do estylo, prestando a força as continências regulamentares.

Em seguida o presidente passou revista ás tropas.

Por essa occasião foi executado o Hymno Riograndense, por todas as bandas.

Terminada a revista foi s. ex. acompanhado até regular distancia pelo coronel Cypriano e seu estado-maior.

Em seguida desfilaram as forças percorrendo as ruas principaes da capital.

Fonte: Jornal A Federação, edição 267, de 16/11/1913, página 3. – *mantida a grafia da época

 

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